| 30 Outubro 2009
Embora muitos ainda associem o passar do anos ao acúmulo de doenças, entendendo que invariavelmente teremos que conviver com inúmeros problemas de saúde e limitações com o avançar da idade, os atuais conceitos científicos demonstram que o processo natural de envelhecimento não é um fator impeditivo para a maioria das atividades cotidianas de um adulto em qualquer idade, e que as verdadeiras responsáveis pelas deficiências e disfunções atribuídas à velhice são as doenças, que podem ser prevenidas e/ou tratadas eficientemente na maior parte das vezes.O conhecimento desta realidade pode mudar completamente nossa atitude. Ao invés de nos lamentarmos por estar envelhecendo, de buscarmos obstinadamente as "modernas fontes da juventude" ou de tentarmos disfarçar os efeitos aparentes do passar dos anos, deveríamos estar atentos aos verdadeiros inimigos da saúde em qualquer idade: os fatores determinantes e/ou predisponentes das doenças.
Devemos lembrar, porém, que a ausência de doenças não significa obrigatoriamente a presença de saúde. A Organização Mundial de Saúde (OMS) já há muito tempo definiu saúde como um estado de bem estar biopsíco-social, ou seja, um estado de equilíbrio entre todos os determinantes físicos e emocionais do ser humano.
Sabemos, porém, que inúmeras são as pessoas que, por vários motivos, não se encontram neste estado de bem estar e, por outro lado, não apresentam nenhuma doença classicamente definida que justifique esta condição. Entretanto, são muitos os exemplos de portadores de doenças bem tratadas e bem controladas que apresentam desempenho adequado, independente das enfermidades que possui ou dos tratamentos que realiza.
Este modo atual de entender Saúde nos permite almejar um presente e um futuro de maneira muito mais otimista. Isto, porém, nos confere uma responsabilidade direta. Dificilmente atingiremos este estado de equilíbrio sem nos esforçarmos objetivamente por isto. Muitos são os cuidados a serem tomados e quanto mais precocemente dermos atenção a eles, mais eficientes serão nossas atitudes. Isto que dizer que podemos cuidar do nosso envelhecimento desde as idades mais precoces.
Em verdade, com o avançar da idade nos tornamos mais propensos a desenvolver doenças crônicas. Em parte por alterações orgânicas próprias do envelhecimento mas, principalmente, por hábitos inadequados que, durante toda a vida, prejudicaram nossos determinantes básicos da saúde.
Infelizmente, porém, a maioria das pessoas só se lembra de cuidar das doenças que já produziram sintomas, ou seja, que já estão instaladas e conseqüentemente só poderão, na melhor das hipóteses, ser controladas ou atenuadas. Poucos são aqueles que, na fase adulta, preocupam-se com prevenção, e esta é, sem dúvida, a nossa melhor arma para atingir o envelhecimento saudável. Mesmo aqueles que acreditam na sua importância, muitas vezes utilizam métodos pouco eficientes, onerosos e por vezes enganosos, ao invés das regras básicas de saúde, reconhecidamente efetivas. A seguir forneceremos alguns exemplos fundamentais de atitudes que, em conjunto, são sabidamente responsáveis pela eliminação dos fatores de risco e conseqüentemente prevenção primária ou secundária da saúde com o avançar da idade.
Por uma analogia com os cuidados destinados aos primeiros anos de vida, criamos o termo SENECULTURA, que inclui todas as técnicas, diagnósticos e terapêutica, incluindo as educacionais, que visem contribuir direta ou indiretamente para a Promoção de Saúde do Idoso.
Esta, entre outras recomendações, demonstram como vem crescendo a atenção de todas as áreas do conhecimento em função de um ENVELHECIMENTO SAUDÁVEL. Cabe a nós, idosos do presente ou do futuro, acreditar e trabalhar por isso.
Extraido : Saude Total




