| 15 Março 2010
Um dos grandes sintomas da pós-modernidade é o visual. Os valores em torno do universo corporal criaram destaque na atualidade. As pessoas estão sendo definidas pela aparência que possuem. A beleza tem sido cultuada em todas as esferas e o mito da eterna juventude é sustentada pela mídia e pelas milionárias empresas de cosméticos, dos quais o Brasil ocupa um lugar expressivo no ranking do consumo de produtos de beleza.
O cuidado com a beleza, observando seus parâmetros corretos, é saudável. O cuidado com o corpo é louvável e expressam de certo modo o bem querer consigo mesmo. Contudo, quando os limites não são observados, torna-se patológico.
A pessoa passa a viver em função da produção externa. Não aceita os sintomas naturais do envelhecimento e negando a realidade, passa a gastar tempo e dinheiro de modo anormal, tentando mascarar o tempo.
Ocupações e coisas que antes lhe davam prazer, agora são preenchidas pelo tempo interminável em academias, shoppings e centros de estética.
Cirurgias plásticas e tratamentos dolorosos, que colocam sua vida em risco não são mais avaliados, já são cogitados como naturais na agenda de “qualquer mulher eleita moderna”.
Um dos trechos que me chamaram a atenção, após a divulgação da carta da falecida atriz Leila Lopes foi: “Eu não quero envelhecer e sofrer” fonte: Folha Online.
A pressão dos tempos atuais, fazem as pessoas a não aceitarem mais um corpo que lhes pertence. Querem transformá-lo a qualquer custo.
Qual é o preço psicológico que o individuo paga com tudo isso? Não raramente, a depressão surge, pois em determinados momentos a realidade é descortinada, não tem mais como negar que o tempo chegou. O desequilíbrio surge como resposta ás sensações de angústia e frustração frente a algo que nenhum ser humano ou creme milagroso pode controlar. O envelhecimento.
Prefiro ser criativa e não pertencer a geração Barbie. Detalhe: Ela já completou 50 anos!
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