Os Velhos de Jesus
Os velhos de Jesus
Quando Jesus estava para nascer e também logo após o seu nascimento havia ao seu redor mais velhos do que jovens. Maria seria a única jovem. Nada se sabe a respeito da idade de José.
Pensa-se que eram bem mais velho do que Maria. Há quatro idosos na história do nascimento de Jesus. São pessoas notáveis quanto á piedade pessoal e quanto ao envelhecimento. Zacarias e Isabel eram justos e viviam de forma irrepreensível diante de Deus. Ambos eram “avançados em dias” (Lc 1:6-7) Deus abriu a madre de Isabel e ela deu a luz a João Batista, o precursor de Jesus, apesar da idade e de ser estéril até então (Lc 1:13)
Os outros velho de Jesus são o homem que tinha a certeza de ver o Senhor antes de morrer e a viúva de 84 anos que “ não deixava o templo, mas Adorava noite e dia em Jejuns e orações” (Lc2:37). Simeão que não somente viu o recém nascido de 40 dias como o pegou no colo (Lc 2:28) Ana por sua vez também teve o privilegio de ver o menino e de falar a respeito dele com muita gente (Lc 1:36-38).
Fonte: Revista Ultimato: A turma de Jesus Jun/2010Idoso: Encargo ou Patrimônio
Idoso : Encargo ou Patrimônio
A realidade vivida pela maioria das pessoas idosas no Brasil é trágica: excluídos da sociedade, recebendo uma aposentadoria humilhante, abandonados até mesmo pela família, os idosos vivem na solidão, sem perspectiva de vida.
Isso ocorre pelo fato do idoso ser visto ideologicamente pela sociedade brasileira como um ser inútil, improdutivo, dependente, uma pessoa que atrapalha as demais, que perdeu o direito á dignidade, á sobrevivência, á cidadania. É encarado como um ônus , um peso para a sociedade. Nessa visão deturpada o idoso tem que esperar pela morte e não há muito a se fazer por ele e nada a se esperar dele.
Embora na velhice todas as funções estejam enfraquecidas, embora haja uma perda de adaptabilidade, embora a velhice e doença muitas vezes sejam sinônimo para a sociedade, isso não significa que os idosos não tenham a possibilidade de desfrutar uma vida com qualidade, onde eles continuem a ser sujeito, indivíduos que tem muito a contribuir, muita experiência a compartilhar, onde sejam cidadãos de verdade, com direitos e deveres.
Uma sociedade que apenas valoriza a pessoa enquanto ainda útil ao processo produtivo e que, em contrapartida, isola e despreza a quem sai de seu mercado de trabalho,produz e reproduz a noção social de que a velhice é inutilidade,velhice é doença, é algo indesejável e descartável. Uma contradição com o desejo da maioria das pessoas de uma sobrevivência prolongada, desde que em condições dignas, onde as limitações físicas, próprias da idade, não sejam empecilho á própria existência.
Mas nossa sociedade lhes nega esse direito, impedindo que toda experiência acumulada durante anos e anos seja repassada ás gerações mais novas .
Gilbeto Dalmaso

