Sabedoria dos idosos

OS IDOSOS MERECEM NOSSO RESPEITO
SABEDORIA DOS IDOSOS
Os idosos possuem muita sabedoria acumuladas na vivência diária, e nos ensinamentos que a vida lhes proporciona. Em todos os dias que passam, em cada semana, a cada mês e a cada ano, a experiência aumenta com a mesma intensidade que aumentam seus cabelos brancos. A cada fio branco que surge é mais uma lição adquirida. O ser humano envelhece apesar do extinto de conservação, mas o espírito continua jovem. Não entendemos porque os filhos e parentes abandonam seus idosos em asilos de mendicidade, creches e sanatórios, como se o ser humano que auferiu aos seus dependentes, esforços, educação, amor, fraternidade e carícias mil. Não devemos abandonar nossos idosos a própria sorte. Que bom seria se toda humanidade se conscientizasse do amor fraternal, que devemos dispensar aos nossos antepassados. O homem pelo seu egoísmo, pela sua arrogância e falta de amor só pensa em si e usufruir benefício próprio. Jesus Cristo não passou pela velhice, mas ensinou aos anciões do templo muitas lições que ainda perduram nos dias atuais.
O egoísmo humano está selado em seu ego, apesar do livre arbítrio dado por Deus. A Inteligência Suprema Causa Primeira de Todas as Coisas, foi boníssimo para o homem, dando-lhes inteligência, livre-arbítrio (escolha da prática do bem ou do mal) e de quebra o instinto, que é mais um atributo dos animais irracionais. Os idosos são nossos companheiros de vida orbital e a eles devemos todo respeito. “Os companheiros são sempre alavancas de apoio que devemos agradecer a Deus. Diante, porém, das tarefas a realizar, não exijas tanto dos amigos queridos que te estendas amparo”. “Ergue-te, enquanto é tempo, e faze, por ti mesmo, o bem que possas”. Se o teu semelhante não respeita seus idosos, esquece dele e cumpre o teu papel que Deus te destinou. Diante de tantas coisas maravilhosas que Deus deixou para o homem não conseguimos entender a violência de hoje. Ela está inserida na família, nas religiões, na política, em todas as classes sociais, nas etnias, visto que em pleno século XXI, ainda existe discriminação de raças, da pobreza, da miséria, dos menos aquinhoados e estropiados.
O auxilio proporcionado pelo homem de maneira espontânea se transforma em caridade. “Auxiliando a outros, obterás igualmente auxílio. É por esta razão que no Serviço ao Próximo encontrarás sempre o endereço exato do socorro mais urgente de Deus. Tranqüiliza quantos te desfrutam a convivência e faze-os felizes, tanto quanto puderes”. “Deus deixou duas leis infalíveis na Terra: a de ‘Ação e reação’ e ‘Causa e Efeito”, todos nós estamos sujeitos a elas dependendo do bem e do mal que praticamos aqui na terra. Vamos respeitar tratar bem nossos idosos, visto que um dia seremos um deles. Neste rol, neste écran vamos inserir as crianças, principalmente as menos favorecidas. Jesus amava as crianças e sempre dizia: “Deixai vir a mim as criancinhas, pois elas herdaram o reino dos Céus”. Não façamos ouvidos de mercador, visto que a semente plantada e regada aqui os frutos serão colhidos aqui mesmo e as bonanças serem aumentadas quando nos livrarmos da matéria grosseira que faz nosso casulo material. No uso fruto do bem se acumula pontos positivos, e na prática do mal aumentaremos pontos negativos. Não entendemos, mesmo com anuências e o bem pensar como o ser humano entra na escala negativa passando a roubar, furtar, seqüestrar, matar por coisas banais, como dose de aguardente, pares de chinelos e até mesmo por um real. Temos que todos os dias aprender com os sábios e entre os sábios estão os seres humanos que nós os consideramos e chamamos de velhos e idosos, mas na verdade eles são sábios em potencial e nós aprendizes do tempo. O tempo colocado à disposição das boas ações se reverterá em bonanças.
ANTONIO PAIVA RODRIGUES
IDOSOS,NUM MUNDO PERDIDO

Idosos, num mundo perdido
Peguei como mote para este texto, as palavras de um colega da Blogosfera: a maior hipocrisia da nossa sociedade é a utilização de palavras sem que estas tenham qualquer significado para ela, não passando de simples rótulos para alívio de consciências vazias da noção do dever.
Refiro-me à Solidariedade e à Fraternidade.
Com a mesma fonte inspiração, achei oportuno continuar a denunciar o mundo egoísta em que vivemos.
Como poderemos ter esperança na Fraternidade e na Solidariedade, quando parte das pessoas nem a praticam com os que lhe são mais chegados parentalmente ?
Refiro-me aos idosos.
Muitos dos idosos, considerados por alguns o excedente inútil da sociedade, doentes, sem recursos, sem amparo, sem carinho, sem amor, abandonados à sua sorte feita de tempo para morrer, como se de leprosos se tratassem, na solidão ou amontoados numa espécie de leprosaria, antecâmara da morte, são um dos retratos vivos da sociedade egoísta em que vivemos.
Ser velho nas antigas civilizações era ser o patriarca ou a matriarca, o sábio ou a sábia, o respeitado ou a respeitada, o venerado ou a venerada. A sagacidade da idade conferia-lhes um estatuto de sapiência, indispensável à sociedade onde estavam inseridos.
Este estatuto de condição social perdurou durante séculos, mesmo milenios, vindo a perder-se ao ser subalternizado gradualmente por novos valores e conceitos civilizacionais, especialmente a partir do advento da industrialização, altura em que por necessidade desta iniciou-se o consumismo.
O consumismo passou a ser o novo paradigma das sociedades modernas, em especial das ocidentais, que passaram a viver em função da compra, num frenesi entre a oferta e o querer ter mais.
O querer ter mais implica recursos, e como por vezes os recursos são insuficientes para alimentar o querer, tornou-se necessário fazer opções, e dessas opções os idosos são muitas vezes preteridos, parcial ou totalmente.
A falta de recursos coadjuvada com perda de amor ao progenitor idoso, leva a considerá-lo como um incomodo fardo que a família não quer suportar. Nestas circunstâncias, especialmente se o idoso não tem qualquer fonte de rendimento, passa a ser encarado como o grão de areia na engrenagem familiar.
O amor filial e familiar que lhe é devido é substituído pela indiferença, acabando na saturação se não quando nos maus tratos, quando é completamente impossível despejá-los na leprosaria. A leprosaria em muitos casos é substituída pelo abandono nos hospitais onde ficam definitivamente esquecidos, como se a sua existência tivesse terminado com a sua entrada ali.
Também assistimos aos que têm recursos para cuidar dos seus idosos comportamentos idênticos, como se fosse possível substituir o calor do amor filial, pelo frio e mercantil aconchego de ótimos lares, como se de gaiolas douradas se tratassem. Já não é falta de recursos que faz despertar a rejeição, mas o egoísmo social.
É horrível ver como estas frágeis criaturas são muitas vezes tratadas, cidadãos sem Carta de Direitos, sujeitos ao livre arbítrio daqueles por quem tanto fizeram e lutaram na vida.
Não isento de responsabilidades o Estado na assistência digna aos idosos sem família, que tende cada vez mais a esquecê-los nas suas políticas sociais recursos .Não é julgar o Estado o objetivo do meu texto, será noutro, mas ajuizar e condenar o comportamento de certos humanos em relação aos seus idosos.
Sejam quais forem as razões à rejeição dos idosos, todas são manifestação de como foi possível o egoísmo tornar tão desumana a nossa sociedade.
Mal tratados por uns, rejeitados por outros, grande parte dos nossos idosos vegetam na angustia da solidão os seus últimos anos de vida, como se de um castigo se tratasse, por terem sido um dia, os progenitores generosos das desalmadas criaturas que hoje os mal tratam ou rejeitam.
Ninguém deve esquecer que os novos de hoje serão os idosos de amanhã.
AUGUSTO DIAS LISBOA
GILBERTO DALMASO

